Parceiros de Seco são suspeitos de assalto a carro-forte em Gramado

Caminhão usado no ataque ao carro-forte caiu ao lado da pista. Foto: Tatiana Cavagnolli

Baseada em testemunhos, a Polícia Civil já tem ideia de quem pode ter cometido o assalto ao carro-forte da Brinks, na noite de segunda-feira, em Gramado. O roubo resultou na morte do vigia Giovani da Fontoura Fagundes e no espancamento a coronhadas do seu colega Alexsandro Fernandes de Oliveira. Os ladrões explodiram o blindado, abriram um cofre e levaram uma quantia não divulgada pela empresa de transportes.

Os suspeitos de cometer o roubo são remanescentes da quadrilha liderada por José Carlos dos Santos, o Seco, que foi capturado após um ataque a uma transportadora de valores de Santa Cruz do Sul e cumpre pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Alguns dos bandidos que atacaram o blindado em Gramado estavam sem máscara.

Policiais civis que investigam o caso receberam informações de que dois conhecidos assaltantes ligados ao bando de Seco teriam participado do ataque. Os dois cumprem pena por roubo, no regime semiaberto. Um deles está num albergue em Montenegro. O outro é um ex-PM, que estava em liberdade no dia do ataque, em licença para sair do albergue.

Os dois já estiveram presos por assaltos a carros-fortes, sendo que um deles teve um irmão morto quando vigias reagiram a um ataque a blindado em Candelária no qual está indiciado Seco.

O delegado Juliano Ferreira diz que o tipo de ataque é, em tudo, semelhante aos praticados pela quadrilha de Seco, mas ressalva que as investigações estão no início. Uma das semelhanças é o uso de um caminhão para abalroar o blindado — em Gramado isso foi feito pelos ladrões. Outra metodologia idêntica foi o uso de explosivos para abrir o cofre e a extrema violência do ataque, com tiros contra os guardas — Seco está indiciado pela morte de três vigias de um carro-forte.

Fonte: ZeroHora.com