O Fato Novo já havia noticiado, quarta-feira passada, que havia sido assinado o contrato de restauração da RS 122, no trecho entre o pedágio de Rincão do Cascalho (Portão) e a ponte sobre o rio Caí na Bela Vista (Bom Princípio), totalizando 28 quilômetros. Além disso, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) também vai recuperar a RS 240, entre o bairro Scharlau (São Leopoldo) e o Rincão, com mais 14 quilômetros. No total serão 42 quilômetros de um novo asfalto, com investimento de R$ 8 milhões, sendo três milhões de reais na 240 e os outros R$ 5 milhões na 122, com recursos do pedágio.
A novidade é que além deste trecho, numa segunda etapa serão recuperados mais 12 quilômetros da RS 122, de Bom Princípio até São Vendelino. E neste terceiro trecho o investimento é bem maior, com orçamento de R$ 16 milhões, pois além da restauração da rodovia, inclui também a recuperação do trecho do traçado antigo (dentro de Bom Princípio), aterro e conclusão do viaduto, reforma da ponte sobre o rio Caí, novo acesso asfáltico (dois quilômetros) na direção de Tupandi, reforma do prédio da Polícia Rodoviária Estadual e na área da balança. A licitação para esta segunda etapa deverá ser aberta hoje, dia 9.
A previsão é de que toda a obra esteja concluída em dois anos.
Segundo o engenheiro Julio Cesar Porciúncula da Silva, da 1ª Superintendência Regional do Daer, de Esteio, as empresas aguardam apenas o fornecimento do asfalto por parte da Petrobrás. Ele explica que será utilizado um material novo, do tipo polimerizado, com tecnologia de elevada especialização. É um asfalto mais resistente, ideal para o trânsito pesado e o tráfego intenso que são constantes na RS 122 e também na 240. Mas Porciúncula acredita que as obras devam iniciar ainda nesta semana. E como serão duas frentes, uma com a empresa Toniolo Busnello na 240 e outra com a Brasília Guaíba na 122 - empreiteiras que venceram as licitações, devem ocorrer alguns transtornos. "Isso é normal, mas será em benefício de todos", ressalta o engenheiro.
As obras são reivindicadas há muitos anos, pois a RS 122, mesmo após a duplicação, já apresenta desníveis, degraus e buracos. Um dos problemas é que, ao reduzirem a velocidade em razão dos pardais, os caminhões acabam provocando trilhos e sulcos na pista. Nestes pontos inclusive podem ocorrer aquaplanagens e acidentes graves.
Além disso, o prefeito do Caí, Darci Lauermann, lembra que há três bueiros grandes e a sinalização que necessitam de melhorias.
Um dos motivos para a degradação do asfalto é justamente os caminhões pesados. Mesmo com a balança junto ao posto da Polícia Rodoviária de Bom Princípio, muitos caminhões trafegam com carga acima do limite de peso, que é de dez toneladas por eixo. Mas segundo Porciúncula, alguns chegam a rodar com 60 a 70 toneladas. E por isso a pista não resiste, já que o fluxo é intenso, pois é uma das principais rodovias do Estado, servindo de ligação entre a Serra Gaúcha e o Pólo Metal-Mecânico de Caxias do Sul com o Vale dos Sinos e a Grande Porto Alegre, tendo no centro justamente o Vale do Caí.
O andamento das obras depende dos recursos disponíveis na arrecadação do pedágio. O Daer pretende investir cerca de um milhão de reais por mês na restauração das duas rodovias. Já que as duas rodovias estão duplicadas, para não interromper o trânsito deverá ser feita uma pista de cada vez, recuperando de dois em dois ou de três em três quilômetros. O objetivo é com isso evitar grandes congestionamentos, o que muitas vezes será inevitável.
Fonte: Fato Novo