Não é só a história de um caçador de vampiros a responsável pelo sucesso que o livro Imortal está fazendo na região, em especial em São Sebastião do Caí. A cidade serviu de cenário para a trama, escrita por Anderson Santos, 33 anos, de Porto Alegre. Agora o município está sendo visitado por estudantes, que querem conhecer de perto os prédios e ruas relatadas na obra. Com isso aprendem ainda mais sobre a história da região e a arquitetura da cidade.
Alunos da 8.ª série e do 1º ano do Ensino Médio da Escola Cenecista Mario Quintana, de Encantado, conheceram, na quinta-feira, os locais onde se passa a história de Hector, o único herdeiro vivo dos Szadkoski, que vai ao Caí à caça do vampiro que matou sua mãe. Os estudantes, que construiram maquetes da cidade, antes de conhecê-la, fizeram a visita guiados pelo diretor do Museu Histórico Vale do Cay, Caio Coelho. "O escritor descreveu muito bem, e agora a gente viu que é tudo muito parecido como a gente imaginou. Foi muito legal ver que tudo existe mesmo", declarou Lívia Cândido Balus, 13 anos.
A professora de Língua Portuguesa Letícia Gracioli disse que quando soube do livro achou interessante tanto a temática quanto o cenário. "Me chamou atenção por se passar em uma cidade próxima. Fizemos as maquetes e depois decidimos conhecer os locais. Eles ficaram fascinados e também tiveram uma aula de história", enfatiza a professora. Nesta quinta-feira o escritor irá até a escola para falar sobre o livro, que pode ser adquirido nas livrarias Cultura e Saraiva, ou pela internet.
Prédios inspiraram o escritor
O escritor Anderson Santos conta que na primeira vez que visitou São Sebastião do Caí, há mais de 15 anos, ficou encantado com a arquitetura. "Quando surgiu a ideia do livro lembrei da cidade, porque precisava de uma arquitetura específica. O Caí tem casas maravilhosas", conta Anderson, que visitou novamente a cidade em busca dos cenários para a trama. "Vim para o Caí em três finais de semana e fotografei muito, ruas, praças, prédios. Tenho quase toda a cidade em fotos". O escritor, que também é professor de matemática, diz que foi fiel ao cenário real. "Se um morador tentar seguir os passos dos personagens pelas ruas poderá fazer. Está tudo fiel ao que existe na cidade". Sessão de autógrafos do livro ocorreu durante a Festa Nacional da Bergamota.
Fonte: Tânia Goulart / Jornal NH Online